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mostra baiana de dança contemporânea 2016

A Mostra Baiana de Dança Contemporânea chega a sua terceira edição e consolida-se como espaço de fortalecimento da cadeia produtiva da dança. A Mostra traz um panorama com as produções mais recentes na Bahia e possibilita a difusão destes trabalhos a partir do contato direto com curadores e diretores de festivais nacionais e internacionais, convidados a acompanhar cada espetáculo da programação. O resultado desta ação tem sido comprovado desde o primeiro ano em que foi realizado, através da circulação de montagens por estados como São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Neste ano foram selecionados cinco espetáculos: “À Flor da Pele, do Fernando Lopes; “Nii – nada novo sob o sol”, de Neemias Santana; Good/Looking”, realização do Núcleo Viladança em residência; “Bantu”, do Balé Jovem de Salvador; e Looping: Bahia Overdub”, de Felipe de Assis, Leonardo França e Rita Aquino.

 

Curadoria: Nirlyn Seijas, Marcelo Galvão, Sóter Xavier, Vanilton Lakka

Confira as informações sobre os espetáculos

À FLOR DA PELE

Com fotossíntese na fase clara na Ofélia Shakesperiana e na fase escura no quadro “O Jardim das Delícias Terrenas” de Bosch. A Flor da pele constrói-se a partir de imagens e sentimentos e pulsões filtradas pelo universo simbólico dessas duas obras e da botânica, criando a persona de Opheliae, um alguém na busca de transformar-se em flor, num exercício entre dança contemporânea, performance art e body art, buscando fertilizar e brotar nossas possibilidades de imagens do corpotronco do dançarino/performer.

SOBRE Fernando Lopes

Fernando Lopes é artista corporal graduado em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia. Atua com hibridismo delinguagem tendo o corpo, enquanto matéria física e subjetiva, como a base de seu processo criativo. Atua como artista na cidade de Salvador desde 2008 (mantendo recentemente ponte-aérea entre Salvador e São Paulo) com ações e investigações voltadas para as áreas de intervenção urbana, dança contemporânea e performance, além de possuir trabalhos em audiovisual (videodanças, fotoperformance e videoarte).

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CONTATO: contato@niicolab.com

BANTU

Misturando referências religiosas e culturais do corpo negro, “Bantu” é uma reflexão sobre o legado deixado pelos povos bantos e sua contribuição para o desenvolvimento da cultura brasileira e baiana, num cruzamento de características e informações, onde a cultura, comida, religião, costumes identificam e fazem parte. Propõe uma dança de matriz africana contemporânea que traça vários caminhos. Ritmos e as danças tradicionais tomam outras formas; as influências culturais deixadas como herança geram movimento; uma África atual, longe dos estereótipos, surge como uma questão.

SOBRE Balé Jovem de Salvador

O Balé Jovem de Salvador, criado em 2007, sob a direção geral de Matias Santiago, é uma companhia de dança juvenil que leva a sua “cidade natal” em seu nome. Tem como objetivo principal a capacitação profissional em dança dos alunos egressos das escolas e academias de dança de Salvador e do interior da Bahia e servir de via de contato entre os bailarinos que compõem seu elenco, jovens aspirantes ao exercício da performance em dança, e os grupos e companhias do Brasil e do exterior. Para tanto, promove espetáculos e a difusão da produção artística em dança, tendo como foco o performer e seu desempenho cênico.

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GOOD/LOOKING

Good/Looking é uma montagem baseada na “exposição” e na “vulnerabilidade” humana. Cinco indivíduos se encontram num ambiente cotidiano, onde compartilham seus medos, sonhos e pudores – espaço que se transforma em cenário e permite o retorno aos sentimentos reais, deixando máscaras ou aparências para trás. O jogo com o que é pessoal é a base desta criação cênica. Expressões físicas que revelam a identidade do indivíduo servem de norte para o espetáculo que contém jogos teatrais e dança.

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SOBRE Viladança

Viladança é o núcleo de dança do Teatro Vila Velha (Salvador/BA). Fundado em 1998 pela diretora e coreógrafa Cristina Castro, propõe atividades de dança na área da criação, formação, difusão e intercâmbio artístico. O Viladança tem 12 espetáculos no seu repertório, incluindo um musical infanto-juvenil, uma criação co-dirigida por Cristina Castro e Helena Waldmann e uma montagem realizada com trilha sonora inédita de Milton Nascimento. O núcleo oferece regularmente oficinas de iniciação à dança para crianças e tem um amplo programa de formação de platéia. 
Em 2015, o Viladança deu início a um programa de residências artísticas, em que convida coreógrafos estrangeiros para trabalhar e trocar experiências com artistas locais. Good/Looking é o resultado da primeira residência em parceria com os coreógrafos Raúl Martinez e Marko Fonseca (Coletivo Los INnato/Costa Rica) e os intérpretes-criadores Ariel Oliveira, Guilherme Fraga, Jônatas Raine, Lukas de Jesus e Viola Luise (Luba).

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LOOPING: BAHIA OVERDUB

Looping: Bahia Overdub é uma plataforma de investigação que se desdobra em formatos distintos, em diálogo com contexto locais – espetáculo, instalação e festa. Looping constitui um estudo do tempo, da repetição, acumulação, fusão e supressão: ciclos que se encerram em si mesmos, sobre si mesmos. Movimentos de tensão e distensão da cultura, cuja paisagem predominante é das festas de largo de Salvador com suas contradições. A fricção dos elementos presentes nestes arranjos coletivos é realizada através de procedimentos que organizam sonoridades, corpos e espaços. Alterações sutis, simples e cadenciadas, gradientes de tonicidade e tensão que operam permanências e mudanças de densidade. Looping é o encontro entre pensamento sonoro e pensamento coreográfico: overdub Bahia.

SOBRE os artistas

Looping: Bahia Overdub é uma criação colaborativa de Felipe de Assis, Leonardo França e Rita Aquino. Suas práticas interdisciplinares articulam criação, produção, pesquisa, formação e curadoria em diferentes contextos de atuação. O trabalho é assinado também por Bruno de Jesus, Isaura Tupiniquim, Jaqueline Elesbão, Jorge Oliveira, Mahal Pita e Talita Gomes.

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nii – nada novo sob o sol

“nii – nada novo sob o sol” é um pretexto para investigar certos modos de se mover. Tomando a órbita por metáfora fundamental, “nii” é corpo cartográfico, traçando rastros no espaço, desenhando mapas e evidenciando eixos móveis; numa lógica em que bailarinos são, ao mesmo tempo, sujeitos, ambiente e contingências. Se valendo da máxima existencialista do Livro do Eclesiastes, a obra volta a sua atenção para a mecânica cíclica dos fenômenos e movimentos humanos, se desenvolvendo a partir de referências da literatura, do cinema e da filosofia. 

SOBRE Neemias Santana

Bailarino, coreógrafo, professor de dança e licenciando em Dança pela Universidade Federal da Bahia. Desde 2007 atua como professor, ministrando aulas e oficinas com a metodologia focada na fluência do movimento. Tem formação técnica variada, em que se evidenciam o balé clássico, a dança moderna e a dança contemporânea. Desde 2006, atua em diversas peças coreográficas, participando de grupos, espetáculos, mostras e projetos de dança, alguns deles premiados em festivais e editais públicos.

 

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CONTATO:

O VIVADANÇA é um espaço de celebração da dança e da diversidade em movimento. Ao longo de 13 anos de história, o festival coloca a Bahia na rota de eventos calendarizados promovendo ricos diálogos e intercâmbios culturais.
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O VIVADANÇA é um espaço de celebração da dança e da diversidade em movimento. Ao longo de 13 anos de história, o festival coloca a Bahia na rota de eventos calendarizados promovendo ricos diálogos e intercâmbios culturais.

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