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mostra baiana de dança contemporânea 2014

Desde 2015 o VIVADANÇA destaca em sua programação um panorama da recente produção baiana em dança contemporânea. A ideia é construir um espaço de exibição desta produção para para o público local, bem como aproximá-la de curadores e diretores de festivais nacionais e internacionais que acompanham a programação do VIVADANÇA. Em conjunto com a Rodada de Negócios, a Mostra Baiana de Dança Contemporânea (MBDC) vem promovendo para circulação da dança baiana em diversos estados do Brasil. Este ano a Mostra inaugura a categoria estreia, que abrirá espaço para espetáculos inéditos de coreógrafos ou grupos baianos que desejem estrear dentro da MBDC.  Em 2018 a Mostra Baiana recebe os espetáculos: “Missa do sétimo dia”, de Guego Anunciação; “Janelas para navegar mundos”, do Coletivo Trippé; “Salão”, da Casa4; e a estreia do espetáculo “Estio”, do Nii | Colaboratorio. A curadoria 2018 por composta por Dejalmir Melo, Janahina Cavalcante e Ludmila Pimentel.

Confira as informações sobre os espetáculos

FRICÇÃO

Fricção. Dramaturgia sem epílogos conduzida pela mediação entre máquina-tecnologia-guerra-corpo. Imagens de guerra e do universo erótico friccionadas. Uma dança que agencia uma dinâmica de representações em movimento, ao acionar no corpo, estados de violência e posturas de poder ao tempo que as erotiza.

ficha técnica

Concepção, Direção e Performer: Isaura Tupiniquim

Trilha: Lívia Drummond

Design de Luz: Márcio Nonato

Design de Próteses (experimento): Gaio Matos

Orientação Conceitual: Washington Drummond

SOBRE Isaura Tupiniquim

Isaura Tupiniquim é artista do corpo em flerte com a música. É criadora e performer em diversas produções oreográficas. Produz em parceria com artistas de diferentes linguagens artísticas como cinema, música e artes visuais. É licenciada e mestre em Dança pela Universidade Federal da Bahia e doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba.

CONTATO: isauratupiniquim@gmail.com

ÍCARO

Releitura do mito do herói grego Ícaro, usado metaforicamente no imbricamento com o autorretrato do artista. É o ponto de partida para a reflexão sobre o contínuo ciclo de vida, morte e renascimento. A montagem propõe o desenvolvimento metafórico do mito “Ícaro” a partir do seu fim. Sugerindo a ideia de que após morrer, tendo a cera das suas asas derretidas por ter se aproximado demais do sol, sobrevive carregando em si mesmo a profunda experiência de conhecer de perto o inacessível e seu valor. Aproximando-o ao homem comum (artista), limitado ao voo da consciência em sua jornada pelas antíteses da infância/velhice, encontros/desencontros, perdas e descobertas diárias, comuns no cenário contemporâneo. Na coreografia, a queda não significa morte, mas renascimento.

 

SOBRE Dejalmir Melo

O dançarino e coreógrafo Dejalmir Melo tem formação em dança e trabalhou com diversos coreógrafos nacionais e internacionais de renome. Em 1997, ganhou o Prêmio MAMBEMBE de Melhor Bailarino do Ano, oferecido pelo Ministério da Cultura – FUNARTE. Trabalhou como preparador corporal do BTCA (Balé Teatro Castro Alves) em 2011 e o com Núcleo Viladança (BA), onde também foi ensaiador, e com o Balé Jovem da Bahia (BA). É idealizador e coreógrafo do projeto CIA. CORPODEAGUA. Seu repertório conta com o espetáculo “UMBIGO”, que teve estréia nacional no FIAC 2009 (BA), e foi vencedor do prêmio Quarta que Dança 2013 e da Mostra Baiana no Festival Internacional Vivadança 2015 (BA).

 

ficha técnica

Criação e interpretação: Dejalmir Melo Assistente de direção: Marcelo Sousa Brito Luz: Pedro Dultra Benevides Figurino, colagem musical e produção: Dejalmir Melo

 

CONTATO: dijamelo@hotmail.com

INTERAÇÕES

A concepção surge a partir de um de um mergulho no samba de gafieira e dos padrões de organização que ele possui dentro das escolas e bailes de dança de salão em Salvador. O processo de investigação cênica emerge das diferentes possibilidades de construir relações coreografias individuais, em duplas ou coletivas. Em cena, um jogo com dicotomias onde não há limites entre as partes opostas: o que está dentro também está fora. O que é regra pode deixar de ser. As interações ocorrem na forma de organizar esse corpo no espaço e no tempo. O que é previsível se torna inesperado.

ficha técnica

Dançarinos Co-Criadores: Leandro de Oliveira, Lorrhan Santos, Lucimar Cerqueira, Marcelo Galvão, Maju Passos, Mariana Gottschalk Concepção de Trilha Sonora e Sonoplastia: Rafael Xavier Iluminação: Marcos Dedê Cenografia: Diego Mauro, Ícaro Vilaça Pesquisa de Figurino: Dandara Baldez Fotografia e Design Gráfico: Gabriel Guerra

SOBRE os artistas

CONTATO: marcelogalvao@yahoo.com.br

NO CAMINHO DAS ALIMENTADEIRAS

Somos corpos que pedem misericórdia para as almas necessitadas, oferecendo-lhes prece e luz. Somos corpos rodeados pela ideia do pecado, que deve ser ungido em penitência no purgatório. Somos corpos que se entrelaçam e que se despedaçam na tentativa de purificação do ser. Na coreografia perambulamos por um caminho de fé e devoção, percorrido pelas Alimentadeiras de Almas do Vale do São Francisco, buscando em cantos trêmulos e nas batidas do coração penitente as sensações e lições que permeiam essa manifestação religiosa, ao som da matraca que rege o terço de cânticos seguimos nessa eterna doação.

SOBRE Coletivo Trippé

O Coletivo Trippé é um espaço que une desejos em comum, vontade de ser cena e afetividade entre corpos. Criado em 2011 com a união de novos criadores do forte movimento que transborda na ribeira do São Francisco, além de espetáculos, também vem investindo em projetos de pesquisa, produção de mostras e experimentações nas áreas de intervenções e performances.

ficha técnica

Concepção, direção e coreografias: Regiane Nascimento e Adriano Alves | Bailarinos: Wendell Britto, Regiane Nascimento, Rafael Sisant, Julia Gondim, Cleybson Lima e Adriano Alves | Orientação artística: Jailson Lima | Trilha sonora original: Sônia Guimarães | Concepção de figurinos: Maria Agrelli | Criação e execução de iluminação: Carlos Tiago | Concepção de cenografia e programação visual: Adriano Alves | Concepção de maquiagem e assistente de figurinos: Regiane Nascimento | Colaboração visual e desenhos: André Vitor Brandão | Confecção de figurinos: Xuxu | Cenotécnica: Akiles Simon e Wagner Damasceno | Produção executiva e execução de sonoplastia: Nilzete Miranda.

CONTATO: coletivotrippe@gmail.com

ODETE, TRAGA MEUS MORTOS

O espetáculo é inspirado numa situação vivida por Edu O., numa viagem a França, onde num almoço em casa de uma família tradicional, na hora do café, depois de todo ritual da refeição francesa, a matriarca pede a empregada: “Odete traga meus mortos!”. Incrédulo, com expressão assustada, Edu foi informado que este pedido tornou-se habitual daquela senhora que lê diariamente o obituário enquanto toma seu cafezinho.

ficha técnica

Direção e interpretação: Edu O. e Lucas Valentim

Direção de som: Roque

Iluminação: Márcio Nonato

SOBRE Edu O. e Lucas Valentim

CONTATO: lucas.valentim0@gmail.com

POESIA DE UM CORPO

“Poesia de um Corpo” propõe em cena uma inquietação e olhar romântico de nosso viver, mudanças e situações adversas nos fazem companhia constante, esperando nossos convites e descuidos para se legitimar e revelar diante de nossos olhos… Um olhar de percepção diante do amadurecimento constante pela renovação diária de um ser, do corpo de um artista, tudo muda e se esclarece a cada instante do viver, e quanto mais se ganha, quanto mais se viver, quanto mais se tem, se perde, assim somos nós… diante, constante as nossas premissas.

ficha técnica

Direção Geral e Coreografia: Anderson Rodrigo Concepção e Iluminação: Anderson Rodrigo e Pablo de Paula Bailarinos Co-criadores: Denilson Coutos, Janahina Cavalcante, Joffre Santos, Matias Santiago, Paco Gomes, Pakito Lázaro, Soter Xavier. Seleção Musical: José Maia e Anderson Rodrigo Fotos: André Frutuôso e Maurício Roque

SOBRE Áttomos Cia. de Dança

Formada em 1998/1999, residindo no teatro no Colégio Anísio Teixeira, a Áttomos Cia de Dança teve sempre a intenção de provocar no público a reflexão sobre seus temas abordados, permitindo assim que o mesmo, faça várias interpretações da atuação cênica, considerando principalmente a grande diversidade existente entre os bailarinos, resultante das mais diferentes origens de formações. Desde então a companhia vem ocupando vários espaços onde desenvolve ações e atividades que contribuíram com a difusão da dança e com a instrumentalização e profissionalização de muitos artistas.

CONTATO: attomosdedanca@gmail.com

RAIMUNDOS

O espetáculo é uma celebração aos 50 anos de carreira do precursor da dança afro brasileira na Bahia, Raimundo Bispo dos Santos, conhecido como Mestre King. A obra parte da pesquisa sobre a diversidade no contexto cultural afro-brasileiro. As coreografias exploram idéias de elementos de matriz africana como a simbologia de orixás, religiosidade, destacando o corpo como sagrado e o corpo como festividade através de um olhar contemporâneo. Partindo desses aspectos a pesquisa de movimento propõe ressignificações desses temas na composição coreográfica. Através de aspectos da danças de orixás, puxada de rede, samba de roda configura a dramaturgia do espetáculo num dialogo entre dois bailarinos negros.

SOBRE Bruno de Jesus

Artista da dança. Bailarino, coreógrafo, produtor e diretor artístico. Graduando Licenciatura em Dança na Universidade Federal da Bahia, formado pela Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Integra a Áttomos Cia. de Dança como bailarino e ensaiador. Diretor e coreógrafo da ExperimentandoNUS Cia. de Dança, a qual fundou em 2008, onde desenvolve o trabalho na linguagem de dança contemporânea, trazendo elementos cênicos e Floor Technique em suas investigações.

ficha técnica

Coreografia e Concepção: Bruno de Jesus Bailarinos: Anderson Rodrigo e Bruno de Jesus Concepção musical do solo Sala do Coro: José Maia Violoncelo: Filipe Massumi Berimbau: Fabrício Rocha Poema “Preto que Dança”: Fernando Gonzaga Voz: Fábio de Santana Iluminação: Anderson Rodrigo Co-produção cenográfica: Jorge Alberto Design Gráfico: Alex França Produção: Inah Irenam Fotografia: Safira Moreira, André Frutuôso e Edwuin Carvalho

CONTATO: bruno.danca@hotmail.com

O VIVADANÇA é um espaço de celebração da dança e da diversidade em movimento. Ao longo de 13 anos de história, o festival coloca a Bahia na rota de eventos calendarizados promovendo ricos diálogos e intercâmbios culturais.
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O VIVADANÇA é um espaço de celebração da dança e da diversidade em movimento. Ao longo de 13 anos de história, o festival coloca a Bahia na rota de eventos calendarizados promovendo ricos diálogos e intercâmbios culturais.

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