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Selo_Intercâmbios

Em 2022 o VIVADANÇA expande seus diálogos com o mundo e promove intercâmbios artísticos em diversos formatos como entrevistas, palestras, lançamentos, dentre outros. O festival reuniu profissionais da dança para fomentar parcerias para o futuro, compartilhar e refletir sobre processos criativos, promovendo trocas, oportunidades e inspiração.

INTERCÂMBIOS ARTÍSTICOS

Entrevista com Teresa Fabião (Projeto IMUNE – Portugal)

Projeto de intervenção social inovador que aposta numa união de forças entre a arte, saúde e educação. Pesquisa o vírus como motor de transformação social, refletindo sobre como esses processos iluminam caminhos para o momento atual. Tem como ponto de partida específico o vírus hiv, entendido aqui como um campo de pesquisa sobre resiliência e adaptação humanas. Através de diferentes ações artístico-educativas pretende sensibilizar para o tema do hiv – pandemia que dura há 40 anos –, e compartilhar a sabedoria de corpos positivos que há já muito tempo estão a desenvolver respostas resilientes face à incerteza.

SERVIÇO

Dia 01 de maio de 2022

(domingo), 17h

SOBRE Tereza Fabião

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Bailarina,  educadora,  pesquisadora  e  artivista.  Possui  um  percurso  multifacetado movido  por  trânsitos:  trânsitos  entre  várias  culturas,  entre  diferentes  linguagens  corporais  e  entre  diversos contextos  do  fazer-pensar  dança  (contexto  académico,  artístico  e  popular).  Doutorado  em  Artes Cénicas.  Mestrado  em  Dança.  Licenciatura  em  Som  &  Imagem.  Especialização  em  Terapia  pelas  Artes Expressivas.  Pesquisadora  colaboradora  do  Centro  de  Estudos  de  Comunicação  e  Sociedade (Universidade  do  Minho).  De  2008  a  2016,  reside  no  Brasil  onde  colabora  com  diversos coreógrafos,  dançarinos,  mestres  da  cultura  popular.  Docente  na   licenciatura   em   Artes   Performativas   da   Escola  Superior   de  Tecnologias   e   Artes   de   Lisboa.  Cofundadora  do  VIRAL,  coletivo  pioneiro  em  Portugal que  assenta   nas  artes  performativas  como  um  espaço  de  ressignificação  dos  imaginários  relacionados  ao hiv.  Recentemente  contemplada  pelo  Programa  EYE  da  União  Europeia,  com  projeto  que  cruza  as  áreas da  arte,  educação  e  saúde.  Colabora  regularmente  com  a  Seres,  única  associação  em  Portugal  para mulheres  hiv+.  Recebeu  várias  bolsas  e  atuou/  lecionou  em  Portugal,  Brasil,  Espanha,  Itália,  Colombia, Benin,  Cabo  Verde,  EUA.  Atualmente  acaba  de  estrear  a  performance  UNA,  uma  pesquisa  sobre  os cruzamentos  entre  arte  &  vírus  e  sobre  a  sua  jornada  de  dez  anos  como  mulher  vivendo  com  hiv, premiado  pela  Fundação  Gulbenkian,  Fundação  GDA   e  pelo  CAMPUS/  Teatro  Municipal  do  Porto.

Workshop Corpos Ka Brasil com CIA Mangrove (Guadalupe)

Metodologia do trabalho baseado em duas partes. Primeiro, tudo o que diz respeito à construção da resistência para estar pronto para dançar: trabalho de chão, trabalho de ritmo, piso cruzado. Em segundo lugar, através da improvisação serão construídas diferentes cenas de forma a, no final, conseguir uma criação curta baseada na forma como vemos o “corpo” (os corpos).

Duração: 3 horas
Vagas: 15
Aberto ao público  (destinado a jovens e adultos)

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SERVIÇO

02 de maio de 9h às 12h

Escola de Dança da FUNCEB

SOBRE Hubert Petit-Phar

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Sincretismo, palavra que define meu trabalho através de um aquecimento físico e orgânico, construirá um espaço interior para explorar diferentes qualidades de tensão corporal, o espaço entre a marca gestual e o movimento corporal. Tudo isso para revelar o eu-todos.

Germa – Processo Criativo da Obra (Making Off) – com LUZ GUTIÉRREZ E LUZ ARCAS (Peru)

Germa é um corpo, coletivo e feminino, intergeracional, que não precisa se apegar a nenhum estilo: um corpo coletivo atravessado pela tradição e suas contradições, folclore e seus ritos, pela celebração e sua catarse, por atualidades, gestos e energias que nos faça hoje. Em Germa, o artístico é uma necessidade concreta desse corpo, e o sublime se aproxima do real, do pequeno, do íntimo.

A peça é fruto do encontro entre as coreógrafas Luz Gutiérrez (Peru) e Luz Arcas (Espanha), com suas visões do palco, da dança, do corpo, marcadas por suas respectivas culturas, pela história de seus países, que os une e os separa às vezes.

A peça, criada para as cinco performers, que também são criadoras, abre um diálogo com seus corpos, as envolve e está totalmente impregnada do que elas significam individualmente, como bailarinas, mulheres, e o que elas constroem juntas, aquele corpo coletivo, aquele corpo de dança.

Germa foi criado em um espaço de residência artística produzido pelo Instituto Cultural Peruano Norte-Americano (ICPNA) com cinco performers de diferentes faixas etárias, selecionados por chamada aberta.

SERVIÇO

Dia 04 de maio de 2022

(quarta-feira), 18h

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SOBRE Luz Gutiérrez

Luz Gutiérrez é bailarina, coreógrafa, criadora e professora focada em dança com vasta experiência de trabalho. Entre 2007 e 2019, atuou como diretora artística e coreógrafa do Conjunto Nacional de Folclore do Peru da Escola Superior de Folclore “José María Arguedas”. Atualmente, Luz dirige o grupo de palco “La Trenza Danza” com o qual apresentou diferentes criações coreográficas para o ICPNA. As mais recentes foram Pasionarias, Teresa tende la mesa (2020) e El cumbión del chivo (2021). Da mesma forma, Luz foi co-diretora da residência artística do Festival Internacional de Dança Danza Nueva ICPNA, que deu origem à peça coreográfica Germa, apresentada em novembro de 2021 em Lima, Peru.

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SOBRE Luz Arcas

Luz Arcas fundou a La Phármaco em 2009. Recebeu o Critical Dance Eye Award 2015, Melhor Artista de Dança Feminina 2015 no Lorca Awards, Finalista de Melhor Artista Feminina de Dança nos Prêmios Max 2017, Prêmio Injuve 2009, Málaga Crea 2009. Entre suas criações , Kaspar se destaca. O órfão da Europa; Miserere; Quando a noite chegar, eles se cobrirão com ela; Uma grande emoção política; Bekristen/Cristianos, uma trilogia cujo primeiro capítulo, La domesticación, estreou em 2019 e Toná, coproduzida pelo Festival de Outono de Madrid e estreada no Teatro de la Abadía em 2020. La Phármaco realiza outros tipos de projetos artísticos e pedagógicos, explorando espaços não teatrais e colaborando em países como a Guiné Equatorial ou a Índia. Seu repertório já percorreu, acompanhado de projetos de ensino, na Europa, África, América e Ásia.

Palestra: Cinema, dança e interfaces – 10 anos de Fiver Dance Film Festival com Alex Pachon

SOBRE O FIVER

Fiver é uma plataforma espanhola de pesquisa, educação, produção e distribuição de filmes de dança e novas mídias. Desde 2012 lançamos, entre outras ações, os Prêmios FIVER.

Procuramos todos os gêneros de ficção, curtas-metragens experimentais, de animação e documentários que explorem as possibilidades de união entre cinema e dança. Estamos ansiosos para assistir a novas colaborações entre cineastas e coreógrafos, experimentos malucos que usam a representação do corpo na tela e histórias únicas que trabalham com movimento para romper as fronteiras narrativas.

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FIVER

SERVIÇO

Dia 05 de maio de 2022

(quinta-feira), 16h
Teatro Vila Velha

SOBRE Alex Panchón

ALEX PACHON

Alex Pachón combina projetos de criação e educação com trabalho na área de pós-produção como diretor de arte e compositor digital para cinema, artes cênicas e eventos. Como criador, apresentou seus curtas-metragens em 45 países e mais de 200 festivais. Seus últimos projetos refletem um forte interesse em explorar a relação corpo-câmera e as possibilidades de hibridização entre narrativa cinematográfica, novas mídias e dança contemporânea. Desde 2017, codirige a FIVER, plataforma de apoio, formação, arquivo e divulgação da cinedança, sendo responsável por programas educativos através do projeto #Fiverlabs.

Solos Stuttgart (Alemanha)
Exibição de “En opposition avec moi’ + Bate papo com Marcelo Santos e convidados

Concurso para coreógrafos contemporâneos e jovens bailarinos. Quatro dias por ano em março, coreógrafos contemporâneos e jovens dançarinos mostram suas performances mais recentes, modernas, individuais e experimentais na TREFFPUNKT Rotebühlplatz, Stuttgart, Alemanha. Além do Ballet de Stuttgart, da Companhia de Dança do Theatrehaus Stuttgart e do Produktionszentrum Tanz und Performance, o Festival Internacional Solo-Dance-Teatro enriquece a cena da dança na cidade com seu Festival e a Gala dos Vencedores do Prêmio. O festival também se estabeleceu como base para dançarinos e coreógrafos internacionais promoverem suas performances e produções em um contexto mundial. Tornou-se um modelo de apoio para a nova geração de artistas.

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SERVIÇO

Dia 06 de maio de 2022

(sexta-feira), 18h

SOBRE Marcelo Santos

Marcelo Santos ©Jo Grabowski

Marcelo Santos nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, e completou sua formação como bailarino no INEARTE (Instituto Nacional das Escolas de Arte – hoje Escola Estadual de Dança Maria Olenewa). Depois de se formar ele dançou alguns anos no Teatro Guaíra em Curitiba no sul do Brasil até que ele começou sua carreira internacional como solista no Ulm Teatro. Mais tarde, ele dançou por muitos anos no Städtische Bühnen Augsburg.Marcelo Santos é o fundador do Teatro dos Três, onde desenvolveu e dirigiu inúmeras peças como diretor artístico e coreógrafo. Além disso, trabalhou como coreógrafo convidado em Augsburg, Rudolstadt, Ingolstadt, Berlim, Constance, Stuttgart e Munique.

SOBRE Simone Bönish

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Dirigente de Bönisch Produção Culturais, Produtora e Coordenadora de Projetos da Associação Brasileira de Apoiadores Beneméritos do Teatro Guaíra – ABABTG. Experiência na elaboração, gerência e produção de projetos realizados via leis de incentivo e editais em geral. Entre outros, é idealizadora e coordenadora da Mostra Paranaense de Dança (13 edições); Brasil X Israel em parceria com a alemã SoloConnection e a israelense Suzanne Dellal Centre; BTG & Cias que em 2014 reuniu 7 importantes cias públicas de dança do Brasil; BTG X Alemanha com a produção do espetáculo Balé Teatro Guaíra dança Wachter, Winkler e Scafati, dançado em 9 cidades alemãs em 2017; Ritual Invisível e Retrópica: antropofagia que move, contemplados pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015; O Mundo Fantástico de Strambella, Strambella no Labirinto da Memória e Histórias que a Vida Conta, aprovados em Editais de Mecenato Subsidiado da Fundação Cultural de Curitiba; Do Avesso contemplado pelo Prêmio Festival Funarte Acessibilidança Virtual 2020 e Livro – História do Balé Teatro Guaíra com a publicação de livro que conta os 52 anos da cia.

SOBRE Sergio Bacelar

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Sergio Bacelar, graduado em 1992, em Direito pela Universidade de Brasília, é o criador de dois festivais. O primeiro, Festival do Teatro Brasileiro – FTB, projeto de destaque da circulação das artes cênicas no Brasil, já teve a produção de dança, teatro e circo de 10 unidades federativas brasileiras apresentadas ao público de 14 estados. Além de idealizador, Sergio é o Diretor e Coordenador de Curadoria.

O segundo festival é o Movimento Internacional de Dança – MID. Sergio Bacelar, além de idealizador é também o diretor geral, coordenador da curadoria local e nacional e responsável, em parceria com Cristina Castro, pela curadoria internacional do festival.

SOBRE Jorge Schneider

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Fundador e atual presidente da Associação Brasileira de Apoiadores Beneméritos do Teatro Guaíra – ABABTG. Desde 2008 atua como diretor de produção em projetos culturais, dos quais podemos destacar, “Mostra Paranaense de Dança”, que já tem 13 edições e é o evento que traz para Curitiba as apresentações dos solistas premiados no INTERNATIONALES SOLO- TANZ-THEATER FESTIVAL STUTTGART; “BTG & Cias” que envolveu 7 importantes companhias públicas de dança do Brasil; “BTG X Alemanha” que promoveu a circulação do Balé Teatro Guaíra pela Alemanha; “Brasil X Israel” em parceria com a alemã SoloConnection e a israelense Suzanne Dellal Centre; 4 edições do “Encontro Para-Dançar”, que reúne grupos de dança que possuem pessoas com deficiências no elenco; Além de envolvimento produções teatrais como o “Teatro de Comédia do Paraná”, musicais como a “Orquestra Sinfônica do Paraná” e literárias como a publicação do livro “História do Balé Teatro Guaíra”.

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Lançamento da edição brasileira do livro “Dança Africana”
de Germaine Acogny (Senegal)

A obra Dança Africana é fulcral para os estudos afrorreferenciados em Dança.


Com imagens e descrições didáticas, a técnica Acogny é apresentada pela autora em sua multirreferencialidade, com aportes de sua formação em dança moderna e de sua vivência nas danças tradicionais da África Negra.


Nas palavras de Germanie Acogny:

(…) a dança é um prolongamento natural dos gestos da vida. A dança reúne ideia e sentimentos. É o que ela ainda é, nos dias de hoje, na África Negra. É por razão que, nas danças populares, os velhos dançam e dançam mais do que as pessoas jovens. Os velhos são os que têm mais para dizer, para comunicar, para deixar de legado, de forma que seu conhecimento possa perdurar, se eternizar para gerações futuras.


A tradução dessa obra vem, justamente, no intuito de dar caminho ao conhecimento dos saberes afrorreferenciados para as pessoas estudiosas, dançarinas, pesquisadoras e interessadas em Dança no Brasil.

SERVIÇO

Dia 07 de maio de 2022

(sábado), 16h

Entrevista com Qudus Onikeku (Nigéria)

Qudus é um performer, coreógrafo, curador cultural, organizador comunitário e engenheiro de impacto social de renome mundial, que subliminarmente usa a arte para um resultado não artístico. Sua prática artística internacional cruza seu interesse por movimentos corporais viscerais, memória cinestésica, práticas disruptivas e busca de novas formas de performances que não centralizam abordagens eurocêntricas, abraçando uma visão artística e uma prática futurista que respeita e desafia a cultura iorubá e a diáspora afro formas de dança. Ele criou um corpo substancial de trabalho aclamado pela crítica que varia de solos a trabalhos em grupo, bem como colaborações de artista para artista com artistas visuais, arquitetos, músicos, escritores, artistas multimídia ou tecnólogos.

SERVIÇO

Dia 08 de maio de 2022

(domingo), 17h

SOBRE Qudus Onikeku

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Qudus Onikeku é o fundador da Afropolis, uma plataforma híbrida e encontro anual que busca gerar sinergia criativa dentro de uma rede distribuída de criativos africanos globais. Qudus participou de grandes exposições e festivais em 59 países, incluindo Bienal de Veneza, Bienal de Lyon, Festival d’Avignon, Roma Europa, TED Global, Torino Danza, Kalamata Dance Festival, Dance Umbrella, Bates Dance Festival, Festival TransAmerique etc. Sua dança obras está na coleção permanente da Galeria Nacional do Canadá. Foi professor visitante de dança na University of California Davis e no Columbia College Chicago.

2021 – Festival Vivadança

2021 – Vivadança Festival Internacional

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