Falando com Anna



Falando com Anna

My Lunch with Anna

Direção: Alain Buffard

França, 2005 | 58 min | LIVRE

SERVIÇO

ESTREIA 1º de maio 2021 (sábado)

disponível por 48h

SINOPSE

Anna Halprin, coreógrafa californiana, desempenhou um papel fundamental para a dança – arte que ela vê como um elemento de mobilidade social. Desde os anos 60, trabalhou nas áreas de pesquisa e ensino, tendo introduzido noções fundamentais como as bem conhecidas tasks and actions. Alain Buffard filmou seu encontro com ela, apresentando uma seqüência de cenas faladas e dançadas, e desenvolvendo um diálogo entre duas gerações de coreógrafos e dançarinos. Rodado principalmente no estúdio e palco de dança ao ar livre da coreógrafa – construídos em plena floresta pelo seu marido, o arquiteto paisagista Larry Halprin –, o filme de Alain Buffard retraça os principais momentos da obra e do trabalho pedagógico de Anna Halprin, que marcaram profundamente a sua própria trajetória. Os dois coreógrafos evocam diversas questões relacionadas ao corpo e ao gesto, à dança e sua história. O roteiro se assemelha a uma reconstituição: as cenas rodadas durante refeições, passeios e conversas parecem sair de uma rotina reorganizada. Num cruzamento de formas, a meio caminho entre retrato e auto-retrato, My Lunch with Anna é construído como um cenário. A transposição para a vida real recorre ao uso da performance e questiona tanto a memória como o significado do gesto. Esta homenagem reposiciona o filme sobre dança em um contexto ainda inexplorado, mesclando abordagem intimista e questionamento dos processos de trabalho e das experiências com o movimento.

Sobre Alain Buffard (1960-2013)

Formé à la danse par Alwin Nikolais, Alain Buffard fait la rencontre déterminante des chorégraphes américaines Yvonne Rainer et Anna Halprin. Interprète pour Daniel Larrieu ou Régine Chopinot entre autres, il signe Good Boy en 1998, un solo aussi radical et direct qu’un manifeste. L’œuvre d’Alain Buffard est en perpétuelle évolution mais expose depuis ses débuts des problématiques récurrentes. Après une période marquée par les interrogations sur l’art, le corps et le genre, le chorégraphe prend la tangente dans des propositions qui ne permettent plus d’ignorer que la grande question de la danse c’est le corps, enjeu et lieu du politique. Sa dernière pièce, Baron samedi, a été créée au Théâtre de Nîmes les 24 et 25 avril 2012.

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