A Dançarina do Ébano



A Dançarina do Ébano

La Danseuse d’ébène 

De Seydou Boro (França)

Documentário, 52 min. LIVRE.

SERVIÇO

03 a 05/05
11 e 14h
Casa do Benin

SINOPSE

Seydou Boro, que durante um tempo trabalhou como intérprete com Mathilde Monnier, é também coreógrafo e produtor. Este seu documentário é dedicado a uma das maiores personalidades da dança de origem africana, Irène Tassembédo – nativa, como ele, de Burkina Fasso, onde o filme foi inteiramente rodado. Este “retrato filmado”, que apresenta também Germaine Acogny, contribui para a restauração de todo um segmento da história da dança, investigando os laços e as tensões existentes entre dois continentes e duas culturas. Irène Tassembédo reside na França há 20 anos. Em 1978, em Burkina Fasso, foi selecionada para freqüentar a escola Mudra-África, fundada por Maurice Béjart em Dacar e dirigida por Germaine Acogny. Conhecer Irène Tassembédo conduz à reflexão sobre um tema essencial: a questão do corpo, tanto em termos dos seus valores como do seu imaginário, e a concepção particular que ele assume para os dançarinos africanos confrontados com a aprendizagem da dança contemporânea ocidental. Ilustrando a sua trajetória com um grande número de entrevistas, sessões de trabalho e viagens, o filme evoca uma abordagem que parte de uma autêntica convicção: Irène Tassembédo considera que a dança africana deve situar-se em um mundo em evolução, mas sem virar as costas à sua própria gestualidade nem permanecer estagnada em um esquema tradicional geralmente associado ao folclore. Sua experiência abrange duas gerações de artistas e os seus respectivos questionamentos em relação à criação contemporânea e à miscigenação cultural.

Sobre Seydou Boro

Nascido em 1968 em Ouagadougou no Burkina Faso, Seydou Boro foi o primeiro jogador de futebol de 1980 a 1990 no Rail Club of Kadiogo (1ª divisão). Em seguida, ingressou em um treinamento de ator na companhia de teatro Feeren, dirigido por Amadou Bourou. Começou a atuar no teatro desde 1991. Em 1993, ingressou na companhia de Mathilde Monnier no Centre Chorégraphique National de Montpellier. Atualmente, participa das várias criações da companhia. Ao mesmo tempo, Seydou Boro faz documentários sobre dança criativa africana.

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